• Redação

Hospital entrega bebê de mãe autista para abrigo sem autorização, diz família

Familiares de Karolaine Nascimento Neves, de 28 anos, que tem autismo, denunciam um hospital por der entregue o bebê dela, Anna Beatriz Neves Machado, de apenas um mês, para um abrigo sem o conhecimento dos parentes, nesta sexta-feira (11), no Rio de Janeiro. A menina está desaparecida e os familiares lutam para encontrá-la.


Segundo a vendedora Vanessa do Nascimento Neves, irmã e tutora de Karolaine, a direção do Hospital Federal de Bonsucesso (HFB) deu a bebê após uma acompanhante deixar a unidade. E só descobriu que Anna não estava mais no hospital quando foi ao local para ficar com a irmã.


Karolaine Nascimento Neves deu à luz a Anna Beatriz Neves Machado no Hospital Federal de Bonsucesso (HFB) — Foto: Arquivo pessoal


"A minha irmã teve o neném no Hospital de Bonsucesso. Ela ficou internada e hoje (12) faria um mês que ela estava lá.


Quando foi ontem (11), deram alta para ela, e mandaram ela ir busca a identidade no Centro da cidade. Só que a minha irmã é especial e eu sou a tutora dela", diz a vendedora, que completou:

"Eles (do hospital) pegaram e levaram a criança para um abrigo. Não comunicaram família e nem a mim. Eles tinham o meu telefone e não me avisaram nada. Eles esperaram a acompanhante, que estava com ela nesse período, ir embora e fizeram isso sem comunicar ninguém.


A minha irmã não estava lá sozinha. Ela tinha uma pessoa que acompanhava ela. Inclusive, o esposo dela dormia a noite. Eles deram alta para ela, sem me avisar, pegaram a criança e levaram para o abrigo. Não me falaram nada. Não sei onde a criança está", conta Vanessa ao G1.



Vanessa conta ainda que a criança não havia sido registrada ainda porque a direção da unidade de saúde não teria dado a Declaração de Nascido Vivo, e alegaram que o documento de identidade de Karolaine "estaria velha e vencida" e que ela teria que solicitar outra. O que foi feito.

O g1 procurou a direção do Hospital Federal de Bonsucesso. Entretanto, ainda não recebeu retorno.


A Polícia Civil também foi procurada para comentar a recusa de um suposto delegado em não registrar o boletim de ocorrência. A instituição ainda não respondeu.


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