• Redação

Enfermeiras que denunciaram anestesista serão homenageadas


A equipe de enfermagem que gravou e denunciou o estupro praticado pelo anestesista Giovanni Quintella contra uma grávida durante uma cesariana no Hospital da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti, no Rio de Janeiro, será homenageada com uma moção de congratulações e aplausos na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).


A proposição sobre a homenagem é de autoria da deputada estadual Rosane Felix (PL), que apresentará a medida na volta do recesso parlamentar. Rosane elogiou a coragem da equipe de gravar o ato, o que foi considerado pela própria delegada Barbara Lomba, responsável pelo caso, como fundamental para a detenção de Quintella.

– O parto é algo sagrado, é um momento sublime onde o respeito deve prevalecer. O crime praticado pelo anestesista é hediondo, nojento, mas graças à coragem e comprometimento profissional das enfermeiras, foi encerrada uma carreira criminosa que provavelmente fez várias vítimas – ressaltou Rosane.


SOBRE O CASO O anestesista Giovanni Quintella Bezerra foi preso em flagrante, na madrugada de segunda, por estuprar uma paciente enquanto ela estava dopada e passava por uma cesariana em um hospital na cidade de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, Rio de Janeiro.


As suspeitas sobre Giovanni começaram após profissionais de saúde notarem que ele utilizava uma quantidade anormal de anestesia nas pacientes. Além disso, a equipe de enfermagem percebeu, em outros procedimentos, movimentações corporais incomuns feitas por ele durante as cirurgias. Com isso, a equipe resolveu colocar um celular para gravar o que Giovanni fazia.


Foi então que, na gravação que chegou aos policiais, o anestesista foi flagrado colocando o pênis na boca de uma paciente enquanto participava do parto dela. A delegada Bárbara Lomba, da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de São João de Meriti, que realizou a prisão, destacou a importância da atuação dos profissionais de saúde para que Giovanni fosse detido.


– É importantíssimo nós destacarmos a atuação de uma equipe de enfermagem do Hospital da Mulher aqui de São João de Meriti, cidadãos e profissionais de saúde exemplares, que notaram, em outras cirurgias, o movimento do corpo do médico, do autor do crime. E, para que houvesse uma prova, eles decidiram posicionar um telefone celular de uma forma que não se visse – ressaltou.


Além de responder pelo caso no qual foi flagrado na gravação em vídeo, o anestesista é investigado por mais cinco possíveis atos similares cometidos nas unidades em que trabalhou, entre elas o próprio Hospital da Mulher Heloneida Studart, onde a equipe de enfermagem conseguiu gravá-lo.


Na tarde desta terça-feira (12), o médico teve sua prisão convertida de flagrante para preventiva. Ele passou por uma audiência de custódia realizada na cadeia pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio, para onde foi levado no fim da tarde da segunda.


*Pleno News


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