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  • Redação

Em fevereiro, Barroso disse que sua vida virou “um inferno” após críticas de Bolsonaro


Uma entrevista concedida em fevereiro deste ano pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a repercutir nos últimos dias nas redes sociais. Na época, o membro da Suprema Corte disse ao portal UOL que sua vida virou “um inferno” após ele se tornar alvo de críticas do presidente Jair Bolsonaro (PL).


– Depois que o presidente começou a me atacar obsessivamente, começaram a surgir ameaças de morte diárias. Tenho que andar com cinco seguranças. É um inferno. Mas não tenho medo, porque tenho essa proteção institucional. Viajo com uma pessoa dentro do avião. Não ando sozinho – expos Barroso na ocasião.



Ao ser questionado sobre como as ameaças aconteciam, Barroso afirmou que, em sua maioria, elas seriam feitas via telefone por ser “mais difícil de deixar rastro”. O ministro ainda disse que “algo aconteceu no Brasil” no qual, segundo ele, “se liberaram todos os demônios”.


– É lamentável o que aconteceu. É que algo aconteceu no Brasil que se liberaram todos os demônios e, portanto, os violentos, os racistas, os homofóbicos, os misóginos, os supremacistas. Pessoas que andavam nas sombras, saíram um pouco à luz do dia – afirmou.


As declarações de Barroso na entrevista de fevereiro voltaram à tona após episódios ocorridos, neste mês de novembro, nos quais o ministro foi confrontado enquanto andava pelas ruas de Nova Iorque. Em uma das ocasiões, o ministro da Suprema Corte se irritou com um manifestante e disparou um sonoro: “Perdeu, mané. Não amola”.


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