• Redação

Eduardo Braga muda cor da pele para ter mais mídia e verba de campanha

Com a mudança, o candidato a governador pelo MDB entra na cota que beneficia candidaturas negras


O senador Eduardo Braga (MDB), candidato a governador, este ano, declarou-se à Justiça Eleitoral que é pardo.


A declaração foi feita ao TRE-AM, em pedido de ajuste de raça formalizado nesta última quarta-feira, 24.


A solicitação muda a cor da pele que Braga declarou quando pediu o registro de sua candidatura. Ou seja: até o início de agosto, o parlamentar era branco.

Não só isso. Em todas as eleições que disputou, o senador Eduardo Braga sempre se declarou branco.


Veja os últimos registros de candidatura de Braga


Eleições de 2014 – Braga, candidato a governador


Eleições de 2017 – Braga, candidato a governador


Eleições de 2018 – Braga, candidato a senador


Cambalacho


Sobretudo, a mudança de cor da pele de Braga foi observada pelo jornalista e apresentador Ronaldo Tiradentes. “É um cambalacho que o Eduardo Braga tenta aplicar na Justiça Eleitoral”.


Depois, o comunicador explicou:


“Este ano, os candidatos que se declararem pardos ou pretos terão mais dinheiro para campanha, fundo partidário e a mais tempo de televisão”, alertou.


Lei eleitoral


A legislação eleitoral estabelece que os partidos dividam o fundo eleitoral e o tempo de TV para propaganda dos candidatos de forma proporcional entre negros (pardos e pretos) e brancos. Pela regra, se a legenda tem 50% de postulantes que se identificam dessa forma, metade dos recursos deve ser direcionada a eles.


Outra regra, aprovada pelo Congresso em 2021, aumenta a quantidade de verba para partidos com candidatos negros que obtêm mais votos para deputado. A votação neste grupo vai contar em dobro na distribuição do Fundo Partidário e do fundo eleitoral até 2030.


O portal UOL fez levantamento sobre o número de deputados mudaram de cor. Pelos dados que obteve, eles somam 33.


Agora, portanto, já são 34 congressistas, contando com o senador Eduardo Braga.


Falsidade ideológica


Por exemplo, no Piauí, o MP desconfia de fraudes nessas declarações de raça. Por isso, advertiu esses candidatos que trocaram de cor poderão responder por crime de falsidade ideológica eleitoral.


Via - BNC

Edição Web - Felipe David


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