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  • Redação

CPI da Chape possibilitou início de reparação financeira às famílias das vítimas



Quando a CPI que acompanhou a situação das vítimas e familiares do acidente com o time da Chapecoense foi instalada, em 2019, o presidente do colegiado, senador Jorginho Mello (PL-SC), disse que aquela seria uma “forma de chamar a atenção de todos” para auxiliar as famílias dos jogadores e da diretoria a receber as indenizações devidas. Com o fim das investigações e a aprovação do relatório final no último dia 11, um passo importante foi dado: eles poderão optar pelo Fundo de Assistência Humanitária sem que para isso tenham que desistir de todas as ações judiciais abertas no Brasil ou no exterior contra a Tokio Marine Kiln Limited e a corretora AON UK Limited.

A repercussão nacional e internacional gerada pelos depoimentos e audiências públicas na CPI possibilitaram, segundo o relator, senador Izalci Lucas (PSDB-DF) o avanço dessa negociação.

"A CPI contribuiu com a mobilização, inclusive com a participação do governo federal por meio da Caixa Econômica, da Petrobras, que movimentou também os depoimentos em busca do entendimento. Agora existe essa possibilidade de acordo", disse à Agência Senado.

Criada em dezembro de 2019, a partir da iniciativa (RQS 994/2019) dos senadores Jorginho Mello e Nelsinho Trad (PSD/MS), a CPI teve suas atividades iniciadas no dia 4 de fevereiro de 2020, quando começou a fase de depoimentos.

Durante todo o seu funcionamento, cerca de 30 pessoas foram ouvidas em 12 oitivas ou audiências públicas com o intuito de elucidar os fatos e todo o processo que ainda impedia o avanço do pagamento das indenizações às vítimas ou familiares das vítimas da tragédia. Entre elas, dirigentes da Chapecoense, procuradores da República, representantes da seguradora, além de diretores de estatais brasileiras que possuem contrato de seguro com a filial da Tokio Marine Kiln Limited no Brasil, como a Caixa Econômica Federal e a Petrobras.

Acidente

O voo 2933 da LaMia levava a equipe da Chapecoense, a comissão técnica e jornalistas para a final da Copa Sul-Americana de 2016, contra o Atlético Nacional. A aeronave, que levava 77 pessoas, caiu no morro El Gordo, a 35 quilômetros do aeroporto de Medellin, na Colômbia, deixando apenas seis sobreviventes.

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