• Redação

Cheia dos rios põe mais da metade do Amazonas em emergência


Quase todas as cidades do Amazonas enfrentam as consequências das cheias. Dos 62 municípios do estado, 35 estão em situação de emergência. A previsão é que o nível dos rios suba ainda mais.


São mais de 320 mil pessoas lidando com esse fenômeno natural.


“A gente não faz uma previsão associado ao período específico, mas sabemos que normalmente o nível do rio sobe até os meses de junho ou julho. É o mais comumente observado entre Manaus e para toda região.


Então, esperamos que o rio continue subindo nos próximos dias”, diz a pesquisadora Luna Gripp, do Serviço Geológico do Brasil-CPRM.


Neste sábado (21), não é mais possível ver o limite do rio no Careiro da Várzea.


Na frente da cidade, que fica entre os rios Solimões e Amazonas, foi tomada por água vinda de todos os lados. E não importa se vem alta ou não. Entrou nas ruas, tudo por lá muda de novo. As pontes viram ruas e evitam que a população enfrente a força da água.


“Aqui não tem jeito, não. Tem que levantar o material todinho e deixar suspenso até a água baixar”, afirma o professor Marcelo Panza.


Para construir a maromba, ele está usando a única parte seca do quintal.


Já no Cacau Pirera, em Iranduba, um casal precisou sair de casa para uma moradia emprestada. Na casa antiga, a água já cobriu o assoalho, que fica a quase três metros do chão. E cobras estão tomando conta do espaço.


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