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  • Redação

Agente de portaria muda versão e agora afirma não ter matado Silvanilde Veiga




O agente de portaria, Caio Claudino, que está preso no Centro de Detenção Provisório Masculino (CDP 1) desde quarta-feira (1), suspeito de ter assassinado a servidora do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) Silvanilde Ferreira Veiga, 58, voltou atrás e negou ser o autor do crime e afirma que não entrou no apartamento dela no dia que a mesma foi assassinada.


A declaração foi feita nesta manhã para o advogado Samarone Gomes que está fazendo a sua defesa. Caio relatou ao ao seu defensor que na terça-feira foi preso por volta das 10h e foi apresentado por volta das 13h na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).


De acordo com o suspeito, no momento da prisão ele estava sob efeito de droga e abalado emocionalmente com a sua prisão. Por conta dessas situações acabou confessando ser o autor do crime, mas agora, já fora do efeito da droga, tem a certeza de que não foi ele quem matou Silvanilde e que nunca entrou no apartamento dela.

O advogado Samarone, disse que ainda não teve acesso ao inquérito e nem as peças da prisão temporária, pois as investigações estão sob sigilo de justiça.


Ele já requereu o acesso aos autos do processo e aguarda a liberação para poder traçar e entender a metodologia do crime, tomando posteriormente as medidas que forem necessárias.

Caio Claudino está preso na ala dos feminicídas, local onde ficam os assassinos de mulheres, no Centro de Detenção Provisório Masculino (CDP 1) no Quilômetro 7 da BR-147, onde vai permanecer cumprindo os 30 dias de prisão temporária.

Ele teve a prisão temporária de 30 dias homologada pelo juiz Caio Cesar Catunda de Souza, no início da noite de quarta-feira (1), em consonância com o parecer do Ministério Público Estado do Amazonas (MPE/AM).

A defesa requereu que Caio respondesse o processo em liberdade provisória ou que fosse determinado a sua internação compulsória para tratamento por ser dependente químico.

O agente de portaria foi preso na terça-feira (31) e na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), na chegada à delegacia ele confessou ter matado a vítima, pediu desculpas a sociedade e a família da vítima pelo crime que cometeu.

Ele disse que no momento que cometeu o crime estava sob efeito de drogas e alegou que foi um acidente.


“Naquele momento, naquele dia, eu ‘tava’ muito sob efeito de pó.


Muito, muito, muito mesmo. Eu ‘tô’ pedindo desculpas a sociedade e a família dela”, disse.

A polícia apresentou como provas imagens feitas pelas câmeras de segurança do condomínio onde Caio Claudino aparece entrando no apartamento da servidora.

Para a polícia não há dúvidas de que Caio Claudino foi quem matou Silvanilde.


“Para nós esse é um caso encerrado” disse o delegado que presidiu as investigações Ricardo Cunha.


A CRÍTICA

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